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Aluna da UESPI apresenta pesquisa sobre os povos indígenas do Piauí em Universidade do México


Desde novembro de 2020, a aluna Rebeca Freitas e a professora Tatiana Gonçalves, do curso de História da Universidade Estadual do Piauí, campus Josefina Demes, em Floriano, desenvolvem pesquisas sobre a realidade dos povos indígenas na região.


Na última quinta-feira (21), a discente que executa a proposta apresentou um trabalho na Universidade Nacional Autônoma do México, sobre os conflitos sociais e territoriais dos indígenas piauienses durante a Pandemia.


A pesquisa está sendo realizada em campo e contempla duas comunidades: Caboclos Gamelos da Baixa Funda e Gueguê do Sangue, ambas de Uruçuí. “Nosso objetivo é analisar como os indígenas estão enfrentando esse momento da Pandemia, como os conflitos de terra se intensificaram nesse período e abordamos também sobre questões relacionadas a vacinação”, destacou Rebeca Freitas.


A estudante do curso de História também participa da Plataforma de Antropologia e Respostas Indígenas à COVID-19 – PARI-c, que integra pesquisadores indígenas e não indígenas de todo o Brasil e que visa entender como esses povos estão vivenciando a pandemia da COVID-19.


“Memórias indígenas entre as cercas e tratores do agronegócio: mobilizações étnicas e reescrita da história durante a pandemia da Covid-19 no Piauí”, foi o tema do trabalho apresentado virtualmente pela acadêmica. Em breve, uma nota etnográfica (texto com os principais resultados do trabalho voltados para a antropologia) será divulgada no site da Instituição de pesquisa.


De acordo com a professora Tatiana, docente da UESPI e pesquisadora da História dos índios no Brasil, os povos indígenas em Uruçuí são afetados há muitos anos com a pressão do agronegócio sobre suas terras. “Eles sofrem com a falta de políticas públicas voltadas para a saúde e educação, mesmo assim, suas lideranças continuam lutando pelos direitos indígenas das comunidades”, informou a docente.


Rebeca concorda com a professora e afirma que essa luta é constante e com a pandemia mais desafios surgiram. A jovem ressalta que fatores como a demora na vacinação, isolamento social, mortes em virtude da doença e dificuldades econômicas, são pontos que assolam diretamente essa população na região.


“Com a pandemia, eles não tiveram como revender seus produtos, tais como cajuína, doces e alimentos produzidos no campo. Os conflitos armados também aumentaram em seus territórios, pois haviam pouca ou nenhuma fiscalização nessas áreas. Além disso, esses povos vivenciaram situações de racismo e preconceito”, relatou a aluna sobre os resultados encontrados sua pesquisa.


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